A Câmara dos Deputados terá mais um dia tenso nesta terça-feira (10) à espera da definição sobre a votação do novo Código Florestal brasileiro. Enquanto representantes do agronegócio e o relator do projeto, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), têm pressa em aprovar a matéria, ambientalistas pedem mais tempo para o debate e parte da base aliada quer afastar riscos que pairam sobre o Congresso.
“O governo não cederá. Chegamos a posições consolidadas e queremos convencer o relator e a base de que é melhor caminhar na posição do governo”, expressou o líder da base aliada, Cândido Vaccarezza.Os ruralistas e parte do governo mantêm o discurso de que há consenso em torno da maior parte dos temas, mas o adiamento da votação que estava programada para a última quarta-feira (4) mostrou que as poucas divergências não são pequenas.
Em linhas gerais, o Palácio do Planalto não abre mão de dois pontos que considera ruins do relatório de Aldo Rebelo. O primeiro diz respeito a dispensar de recomposição florestal os proprietários de até quatro módulos fiscais. Como o módulo fiscal varia de estado para estado, a mesma medida beneficiaria pequenos e grandes proprietários. O governo quer que apenas agricultores familiares sejam incentivados pela medida.