O setor elétrico brasileiro pode voltar a ter usinas com reservatórios de regularização, que armazenam a água para garantir o fornecimento de energia ao sistema interligado brasileiro. Trata-se de uma forma de energia limpa. Desde o início da década passada, diante da forte campanha de ecologistas, passaram a ser construídas apenas as usinas a fio d’água, ou seja, usinas com reservatórios pequenos, sem capaciade de armazenamento, para reduzir os impactos ambientais. Só que segundo os especialistas do segmento, a medida, além de elevar o preço da tarifa aos consumidores aumenta o risco de apagões além de provocar um aumento das emissões de gás carbônico (CO2), uma vez que operador se vê na contingência de despachar as usinas térmicas.
“A elevação nas emissões de poluentes acontece porque, de maio a outubro, meses com menos chuvas, as hidrelétricas, devido à menor vazão dos rios, se veem com baixa capacidade de geração e são obrigadas a reduzir a geração de energia. Como não há água suficiente armazenada nos reservatórios, o sistema tem que acionar as usinas térmicas, muito mais caras e com maior impacto à natureza”, explica Geraldo Lucio Tiago Filho, professor titular e diretor do instituto de recursos naturais da Unifei (Universidade Fedreal de Itajubá).