O país conheceu a tão aguardada posição de duas das mais importantes entidades da ciência brasileira no debate sobre as mudanças na legislação ambiental brasileira. A Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) apresentaram, em seminário dia 22 de fevereiro na Câmara dos Deputados, os resultados de sete meses de estudos sobre o assunto. Uma das conclusões a que se chegou é que o atual Código Florestal precisa ser reformado, mas que as mudanças ideais passam longe do substitutivo proposto pelo deputado Aldo Rebelo e aprovado em Comissão Especial na Câmara em julho de 2010.
Os cientistas apresentaram dados que demonstram o caráter imprescindível das áreas de preservação permanente (APPs) e da Reserva Legal (RL)* para conservar a biodiversidade e os recursos naturais, viabilizar melhorias na produtividade do agronegócio brasileiro e evitar tragédias como as que ocorreram neste verão no Rio de Janeiro e em outras localidades. “O Código atual precisa ser revisto, mas não nos padrões do substitutivo que está em tramitação na Câmara”, resumiu o professor Ricardo Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).