Chevron não está nem aí para segurança do meio ambiente

Crime ambiental da Chevron na Bacia de Campos não foi um acidente. A alta gestão da empresa resolveu correr riscos em nome do lucro. Na Amazônia, empresa deixou mil buracos tóxicos contaminando populações indígenas.

O novo vazamento de petróleo no Campo de Frade, operado pela petroleira Chevron na Bacia de Campos, está fora de controle. Investigação do Ministério Público Federal mostra que a Chevron, ao longo do tempo, tomou decisões que não levaram em conta os riscos de vazamento e os consequentes danos ambientais e sociais.

O resultado foi um primeiro vazamento, em novembro de 2011, e outro que começou na semana passada, decorrente dos mesmos danos que levaram ao vazamento original. Deliberadamente, a empresa tomou decisões de alto risco e que não consideraram a geologia do local.

A primeira decisão foi a de usar uma pressão maior do que a suportada pelas rochas do local. A segunda decisão foi a de cavar além do autorizado. A empresa usou uma pressão maior do que a suportada pelas paredes do poço por um só motivo: agilizar o trabalho e ganhar mais dinheiro em menos tempo.