Após tufão, epidemias ameaçam as Filipinas

Estradas destruídas, escombros de prédios, corpos humanos e de animais em decomposição. “Parece uma guerra”, diz Andreas Schultz, diretor da ONG internacional Médicos do Mundo, referindo-se à situação nas Filipinas após o supertufão Haiyan. Ele já enviou sua segunda equipe de socorro ao país. Junto com colegas locais, ela vai cuidar do atendimento médico de emergência para os feridos nas ilhas Visayas.

Schultz relata que o grupo formado por médicos, especialistas em logística e psicólogos enfrenta grandes dificuldades no local da tragédia. “No momento, o maior problema é conseguir chegar aos lugares”, disse o médico em entrevista à Deutsche Welle, acrescentando que a infraestrutura do país praticamente foi aniquilada. Ele conta que sua equipe precisou de quatro horas para ir do aeroporto de Tacloban até o local onde está, um trajeto que antes durava cerca de 20 minutos.