Pau-Brasil

Dessas árvores esguias e altas, de copa frondosa. herdamos o nome é o que dizem muitos estudiosos. Ocupando originalmente a faixa litorânea desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Norte, hoje elas correm o risco de total extinção. são encontradas quase que exclusivamente em chiadouros espécies e empregadas na confecção de arcos de violinos.

Velha conhecida
Muito antes do Descobrimento do Brasil. os portugueses lá utilizavam um pigmento próprio para tingir, obtido de uma arvore que mandavam buscar nas Índias e que chamavam de pau-de-tinta ou madeira-de-tingir. Na verdade, a espécie era conhecida desde a Idade Média e pertencia ao mesmo género das árvores que acabariam sendo encontradas em nossas terras – caesalpinia. Chamado de ibirapitanga (em tupi, pau vermelho) pelos indígenas brasileiros, o pau-brasil recebeu esse nome dos portugueses devido a seu miolo cor de brasa; o pigmento, por sua vez, ficou conhecido como brasilina, A mesma inspiração ocorreu aos franceses. que denominaram a árvore de brésil.

Um gigantesco desmatamento
Considerado durante muito tempo uma das únicas riquezas das terras cobertas, o pau-brasil foi desde cedo explorado pela Metrópole, a princípio em regime de arrendamento.

O interesse pelo produto foi se alastrando pela Europa e atingiu seu apogeu a partir do século XVII com florescimento da indústria têxtil. Nesse período, o corante brasileiro estava presente na maioria dos tecidos produzidos nos Países Baixos (Holanda) e na Inglaterra, o que significava milhões de arvores extraídas do litoral da Bahia e de Pernambuco. O imerso desmatamento que atingia praticamente essa única espécie dizimou 70 milhões de exemplares e só arrefeceu com o aparecimento das anilinas corantes artificiais que revolucionaram a indústria têxtil.