Eis uma das mais belas e imponentes espécies de palmeiras do planeta! Originária das Antilhas, também conhecida como palmeira caribenha e palmeira-real sul-americana, contempla-nos do alto de seus quase 50 metros de altura, que alcança crescendo rapidamente, e, de tão brasileira que se tomou, hoje aclimatada, só faz ondular seus longos cabelos morenos ao vento.
A nossa primeira palmeira-imperial foi plantada pelo príncipe D. João VI no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1809. Depois, coube aos escravos disseminar suas sementes pelo país inteiro, vendendo-as às escondidas. A árvore trazida pelo regente português teve vida longa -uma característica, aliás, da espécie – e só acabou morrendo com 163 anos, fulminada por um raio durante unia tempestade, em 1972. Quando nova, seu caule é mais largo na base.
Depois de adulta, torna-se cilíndrico por igual, com cerca de 60 centímetros de diâmetro. Suas folhas são como uma longa pena, que chega a medir ~ metros. As flores, de cor creme, ficam abertas quase o ano todo e são protegidas por uma espécie de espada larga e esverdeada. Pequenos e pretos, os frutos são redondos e amadurecem desde o final da primavera até os meses de maio a junho. Nas regiões de origem, o caule e as folhas são usados em construções rústicas, e o palmito é comido. No Brasil é uma planta ornamental.