Recém voltei de uma viagem de dois meses pela Amazônia, quando fiquei totalmente imerso na floresta e no meu computador onde redigi as intermináveis páginas de uma tese que me consumiu o espírito, a paciência e o humor. No período, não dormi três noites seguidas na mesma cama. Cama aliás, foi objeto de luxo. Passei a maior parte das noites em redes ou barracas. Suei por todos os poros, fui comido por esquadrilhas de mosquitos e convivi diuturnamente com persistentes dores no quadril, sequela de uma fratura, que os médicos chamam de “open book”, ocorrida em agosto de 2009, sobre a qual vou contar um pouco mais daqui a pouco.