Educar para desenvolver

Um grupo de empresas formado pela Fundação Odebrecht, Instituto Ayrton Senna, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o projeto Aliança com o adolescente pelo desenvolvimento sustentável do Nordeste, que já investiu R$ 9,5 milhões entre 1999 e 2001.

Criado em agosto de 1998, o programa já atendeu 1,7 mil adolescentes e 340 educadores/produtores. O objetivo é investir no jovem para que ele se torne capaz de liderar as mudanças de mentalidade das comunidades atendidas, promovendo o desenvolvimento local integrado e sustentável.

O programa é desenvolvidos em três micro regiões: Baixo-Sul, na Bahia; a Bacia do Goitá, em Pernambuco; e o Médio Jaguaripe, no Ceará. Nelas, já estão em andamento 23 projetos que visam o crescimento social, humano e econômico das localidades.

Juntas, essas microrregiões englobam 18 municípios, o que siguinifica uma população de 500 mil habitantes. Os adolescentes representam 25% deste universo, com faixa etária de 12 a 19 anos.
Os projetos são desenvolvidos por empresários-parceiros, apoiados pela Aliança. A eles cabem a responsabilidade de identificar e desenvolver o potencial das pessoas e instituições envolvidas no projeto; gerar oportunidades de trabalho e renda e estimular a formação de poupanças nas famílias.

Entre os programas são oferecidos, por exemplo, cursos de formação de líderes e empresários, informática e cidadania, microfinancias, voluntariado, agricultura familiar e ecológica.

Estão sendo implantados ainda, centros produtivos diversificados como o cultivo de mandioca, suinocultura, piscicultura, apicultura, pecuária de leite, criação de ostras, tilápias e camarões, entre outors.

A idealizadora do programa, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, ressalta que o adolescente é o canal ideal para disseminar a idéia de trabalhar para promover o crescimento da região.

Acreditamos que o jovem nordestino pode ser o agente líder e mobilizador da transformação social de sua comunidade, fazendo com que as mudanças caminhem para o desenvolvimento sustentável e humano da região, afirma Viviane.

Fonte: Ambietec nº07/2002