A floresta virou cafezal

Depois do século XVII, a floresta continuou sendo derrubada para dar lugar a outros usos para a terra. A mata que durante tanto tempo ocupou o território brasileiro passou a dar lugar a plantações, pastagens, cidades, indústrias. No século XVIII, a descoberta de ouro em Minas Gerais abriu grandes feridas na floresta, mas foi o Ciclo do Café o que mais a devastou.

Os cafezais começaram a ser plantados no Brasil no final do século XVIII e se expandiram durante o século XIX. O trajeto do café, até a metade do século XIX, vindo do Rio de Janeiro em direção a São Paulo, pelo Vale do Paraíba, penetrando pelo sul de Minas Gerais, foi acompanhado pela derrubada da floresta nativa.

Cafezais a perder de vista tomaram o lugar da Mata Atlântica nas encostas dos vales férteis dessas regiões.

As plantações de cana-de-açúcar que existiam pelo interior do Estado de São Paulo foram sendo substituídas pelos cafezais. E a mata virgem do oeste paulista e do norte do Paraná também logo foi sacrificada para dar lugar ao chamado ouro negro.

Fonte: Fazenda de Café entre Magé e a Serra dos órgãos, de J. J. Steimann.