Desdentado, bicudo, disforme, o tamanduá-bandeira e mais que um animal brasileiro em extinção.
Habitante das regiões de cerrado, seu desaparecimento progressivo se deve ao avanço das culturas de soja no Centro – Oeste do pais – uma agressão e tanto, na medida em que a espécie, acuada, não tem como se defender: o tamanduá enxerga mal, escuta mal e não e dos maiores corredores do inundo animal.
Mas se existe algo que nele se destaca e o nariz. 0 tamanduá tem um olfato 40 vezes melhor que o do homem. Comprido e afilado, e seu órgão de defesa mais importante, a tal ponto que, quando vai dormir, esconde a ponta do focinho embaixo da sua grande cauda. Este focinho também e responsável por sua alimentação alimentação. Como só come insetos pequenos, que engole sem mastigar, o tamanduá-bandeira serve-se de suas unhas afiadas para abrir cupinzeiros e de lá tirar os cupins que compõem suas refeições prediletas.
Para capturai-los, enfia no buraco sua língua fininha e comprida – de quase dois palmos de comprimento -, coberta de uma saliva grudenta.
O mesmo sistema lhe permite apanhar formigas e larvas da terra. Quando adulto, com seus 30 quilos e perspectiva de viver cerca de 15 anos, o tamanduá-bandeira pode gerar um filhote após uma gestão de 190 dias. Mas a fêmea nem sempre tem um instinto materno muito apurado e algumas vezes abandona sua cria logo nos primeiros dias de vida. Se o bebe tamanduá-bandeira nascer em cativeiro, não tem problema: os tratadores logo providenciam uma mamadeira e um bichinho de pelúcia qualquer, ao qual ele vai ficar agarrado enquanto precisar de uma mãe!