Modelo de ecoeficiência

Uma vez por semana, arquitetos, projetistas, um consultor ambiental e um orçamentista lotavam a sala de reuniões do escritório Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetos (FGMF), na capital paulista. Durante oito meses, eles discutiram detalhes da Casa Natura de Santo André, SP, construção alinhada com os conceitos de sustentabilidade da marca de cosméticos. O edifício mereceu a certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental), da Fundação Vanzolini, em junho de 2010. “São 250 m2 que vão fazer história”, define Ana Rocha Melhado, da proActive, consultora para avaliação ambiental e obtenção do selo. Isso porque essa colaboração multidisciplinar rompeu um hábito – o de cada profissional trabalhar isoladamente durante a concepção e a realização do projeto.

“A base de uma obra que pretende ser responsável com o meio ambiente é a conversa entre projetistas desde o princípio. A arquitetura e o prédio em funcionamento precisam dialogar”, explica Ana, que entrou na equipe quando as linhas mestras já estavam traçadas. Mas faltava ajustá-las aos projetos com¬plementares, como luminotécnica, ar condicionado, hidráulica e paisagismo. “Na fase de projeto, tudo foi orçado nos mínimos detalhes”, conta a arquiteta Ana Paula Barbosa, coordenadora do processo na FGMF. A matemática é clara: o investimento inicial em instalações foi programado para ser compensado na operação (funcionamento após a conclusão da obra) em até dez anos, ou a construção não seria sustentável.