Uma população inteira de micos-leões-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) vai fazer uma jornada de Niterói (RJ) para o Sudeste da Bahia, onde ocorrem naturalmente. Eles são intrusos na região em que vive um parente bem próximo deles, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosália), e cientistas e ambientalistas temem o resultado de um possível encontro entre as duas espécies.
“Essa será a primeira vez que vamos realmente fazer um manejo de espécies invasoras no Brasil, seguindo os protocolos para captura, quarentena e soltura para mico-leão”, afirma Maria Cecília Kierulff, bióloga responsável pelo programa de remoção e diretora do Instituto Pri-Matas. Ela tem experiência no trabalho com micos-leões-dourados e, durante o doutorado, acompanhou a reintrodução com sucesso de um grupo de animais na natureza. O trabalho está na fase inicial e deve ser concluído no período de dois anos.