Se você não mora tão longe do trabalho, é mais vantajoso financeiramente esquecer o carro e passar a andar de táxi. A pedido do Correio, o economista José Ricardo da Costa e Silva, professor do Ibmec em Brasília, comparou custos anuais e concluiu: em distâncias de até 32km por dia, somando ida e volta, vale a pena vender o veículo, aplicar o dinheiro e começar a acionar o rádio-táxi. Para usar o carro somente aos fins de semana, os números indicam o táxi em trajetos inferiores a 7km.
O economista levou em conta os 256 dias úteis do ano e tomou como base um carro de R$ 40 mil. A comparação abrangeu sete importantes regiões administrativas e determinou o centro de Brasília como local de trabalho. Os cálculos consideraram que os brasilienses não almoçam em casa, fazendo, portanto, apenas dois trajetos por dia. De acordo com o levantamento, moradores do Plano Piloto e do Guará, por exemplo, têm prejuízo ao optarem por ir ao trabalho com o próprio carro.
Para estimar o custo médio anual de ter um veículo, Silva separou as despesas fixas — como IPVA, licenciamento e seguro obrigatório — das variáveis, proporcional à quilometragem rodada. O economista elencou gastos com estacionamento ou flanelinha, combustível, manutenção, probabilidade de acidente, depreciação do veículo e até consulta médica provocada por algum problema decorrente do estresse no trânsito.