Os mais de 600 mil habitantes de Ribeirão Preto produziram juntos, em 2011, 156 mil toneladas de lixo, 1,8 mil a mais em relação a 2010, segundo levantamento divulgado pela Companhia de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Cetesb) nesta segunda-feira (9).
O estudo aponta que a cidade, apesar da nota máxima no mais recente Índice de Qualidade de Resíduos (IQR), teve um crescimento diário de 5 toneladas no despejo de resíduos sólidos, um total de 427,4 toneladas dispensadas todos os dias no aterro sanitário de Guatapará – o aterro de Ribeirão está desativado.
Para a diretora da Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil, Simone Kandravicius, o aumento é preocupante e, além dos danos ambientais, representa mais custos para o poder público.
A falta de coletiva seletiva na cidade, segundo Simone, é um fator que pode ter influenciado no acúmulo maior de resíduos. “É um valor preocupante, porque gera mais custos para a coleta de lixo e denota também que não há uma coleta seletiva. O lixo reciclável poderia ser uma destinação mais correta”, disse ao G1, por telefone.