A partir da década de 80, a Represa de Guarapiranga entrou em processo de decadência e, ano após ano, viu seu potencial turístico e esportivo ser tragado por invasões imobiliárias, comércios irregulares e degradação ambiental. Desvalorizada, a região começou a assistir ao surgimento de várias favelas ao lado de condomínios e casas de luxo. Espalhado por uma área de 36,6 quilômetros quadrados no extremo sul da metrópole, o reservatório, que fornece água a 3,5 milhões de pessoas, ficou praticamente abandonado durante muito tempo. Felizmente, esse quadro está começando a mudar.
A virada teve início em 2007, com uma parceria entre prefeitura e governo estadual. Batizada de Operação Defesa das Águas, ela tem evitado novas construções, removido famílias instaladas ilegalmente, demolido estabelecimentos, ampliado a rede de saneamento e construído parques em sua margem com o objetivo de revitalizar o local. Com isso, aos poucos, a Guarapiranga tem voltado a atrair os paulistanos a seus restaurantes, cursos de vela e clubes náuticos à beira da Avenida Atlântica, em Interlagos. “Trabalho em Santo Amaro, a vinte minutos de carro, e venho almoçar aqui uma vez na semana porque me desligo da correria de São Paulo”, conta o empresário Júlio Batista Neto, de 36 anos.